É uma boa oportunidade para falar e deixar uma mensagem sobre um problema que começa a agravar na sociedade: a apatia da juventude ao mundo.
É um facto que o mundo não é o que era antigamente. A tecnologia, o modo de vida, as mentalidades, tudo mudou. Diz-se e subscreve-se que actualmente vivemos em crise. Crise económica, crise de valores, muita gente com crise de identidade, enfim: tudo entrou em crise e ninguém sabe muito bem como nem porquê. O facto de estarmos num período de crise diverge muitas opiniões. Estarmos em crise é negativo, o que podemos aprender dela é que depende da mentalidade e da forma como olhamos para o problema! Estar preocupado não quer dizer ser pessimista e estar despreocupado não quer dizer que tudo seja um mar de rosas. A crise não é motivo para o país parar servindo-se da crise como desculpa para a falta de apetite. É compreensível que quando os vencimentos são maiores é, também maior, a motivação e o perfeccionismo no trabalho. Como os vencimentos médios estão longe de ser aliciantes, é o espírito de apatia e de rotura do sistema que passa para a juventude. A geração “morangos com açúcar” não vê o mundo da crise como algo que lhes diga directamente respeito. É aqui que acaba a verdadeira capacidade de liderança! Se dependermos da mentalidade que se está a fomentar, aí sim, teremos a verdadeira rotura do sistema porque o estado será só um bando de “idiotas” sem poder político real e sem poder para unir e incentivar uma população! Todo este ambiente de apatia dos jovens se nota nas nossas pequenas aldeias. Começam a escassear aqueles que conseguem colaborar no associativismo, no voluntariado, no espírito de dar algo sem querer ou esperar algo em troca, do fazer algo que não seja só para proveito próprio mas também para proveito de todos e de uma comunidade! É de esperar que este tipo de atitude se vá reflectir em termos profissionais. Trabalha mais e, por conseguinte, produz mais para o país quem menos reclama!
De vez em quando gosto de relembrar este tipo de situações aos mais jovens já que para eles é o futuro porque muitos hoje enfrentam o presente. Fico extremamente contente e satisfeito de ter reparado que continuam a existir pessoas nas pequenas aldeias que por consciência própria percebem a substância que o associativismo cria na personalidade das pessoas que a ele se dedicam. Sei que recentemente alguns jovens se aproximaram em forma de colaboradores do Centro Juvenil de Currelos. O espírito de entreajuda, os valores do associativismo devem ser preservados e ser para nós modelo. O que define um homem está longe de ser o material de que é feito o berço em que nasce ou o nome da família em que nasce. São as suas escolhas… Um homem sem princípios e valores dificilmente deveria ser chamado tal coisa…
quarta-feira, 1 de abril de 2009
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