quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um assunto esquecido...

Era ainda pequenina… Acabada de nascer… Chamava-se Madeleine McCann e desapareceu a 3 de Maio de 2007. Todos conhecem a história. Parar dizer a verdade a comunicação social não permitiu outra coisa. Não a vou contar! Apenas quero elucidar alguns pontos.
A primeira crítica que tenho a apontar vai directamente para a comunicação social. Não sei qual foi a impressão do caso que todos vocês tiveram quando as primeiras notícias apareceram nos vossos ecrãs televisivos, mas a minha foi que a comunicação social estava a fazer um alvoroço em torno do casal McCann. As primeiras notícias que vi, apareciam em forma de diário… 5º dia – o casal McCann foi à igreja… 6º dia – o casal McCann encontrou-se com o fulano X… 10º dia – o casal McCann encontrou-se com o fulano Y… 27º dia – o casal McCann tem uma audiência com o Papa… É curioso que tive a sensação que não havia qualquer relação entre Maddie e o casal! Duas histórias distintas em primeira página num jornal: “Madeleine McCann desapareceu” e “Os pais de Madeleine McCann”. No entanto o caso desenvolveu e à medida que todos os segredos se foram desvendando, tudo começou a apontar para o envolvimento do casal McCann no desaparecimento da sua própria filha. Muitas teorias… muitas histórias iguais com pontos diferentes… Alguns vizinhos carinhosos com os pais… Outros mais ofegantes em enforcar um casal que dizem ser criminoso… Certo é que agora começa a falar-se muito em traçar perfis psicológicos do casal McCann. Tudo muito bonito! Mas qual é a ideia de traçar perfis psicológicos com base em vídeos, em declarações, em objectos pessoais do casal como diários, se tudo isso é fruto dum conselheiro de imagem? Tudo o que vemos na televisão, em toda a comunicação social tem que obedecer a certos requisitos, mesmo que para isso possa direccionar a opinião das pessoas para um caminho que não é o verdadeiro. Aliás é uma democracia, as pessoas pensam o que quiserem. Se querem traçar perfis psicológicos a sério pensem em regras básicas da psicologia.
Se analisarmos de perto certos comportamentos do casal McCann conseguimos tirar algumas conclusões. Por exemplo: como é que se pode explicar o facto de aparecerem vestígios dum cadáver cujo DNA é 100% compatível com o de Maddie num carro alugado 25 dias depois do desaparecimento da criança? Como é que se pode aceitar que o casal McCann (sem qualquer tipo de dificuldades financeiras) contrate o advogado de melhor reputação do Reino Unido e não tenha o cuidado de gastar meia dúzia de tostões numa ama para a pequena Maddie e os seus dois irmãos gémeos? Qual é a pressa do casal em voltar repentinamente ao Reino Unido quando as provas começam a virar-se contra os McCann, sendo Portugal o país onde mais facilmente se poderão encontrar indícios do paradeiro de Maddie ou do seu cadáver? Quando as autoridades portuguesas mostraram interesse no diário de Kate McCann, esta alegou que o diário foi iniciado após o desaparecimento de Maddie com vista a registar coisas que pudessem, de alguma forma, ajudar a investigação. No entanto, no diário estão escritos pensamentos e memórias do género “a hiperactividade de Maddie tem sido fatigante nestas férias”.
Não entendo qual é a dúvida, qual é o problema das autoridades quando estes indivíduos parecem culpados até aos dentes… Como é que um casal deixa os seus três filhos, todos eles bebés, sozinhos numa casa? Terá isto algo a ver com o casal estar envolvido em grupos de “swing” (práticas sexuais com outros casais com o consentimento do cônjuge)? Tudo aponta para que tenha havido um acidente que tenha ferido Maddie. Se Maddie foi ferida mortalmente ou não, ainda não se sabe. O que é certo, é que Portugal sempre teve uma boa relação com o Reino Unido. Esperemos, muito sinceramente, que este tipo de relação e as fantásticas influências do casal McCann no seu país não venham a pôr em causa, de forma alguma, a justiça que tem que ser feita…

Um comentário:

Unknown disse...

Concordo plenamente com o que escreves-te e queria dizer mais umas coisa, se fosse um casal português a ter uma atitude destas com uma filha no Reino Unido, esse casal perderia a guarda dos outros filhos, visto ser aos olhos da lei um casal incompetente no papel de pais. Este casal nunca poderia sair do Reino Unido, caso viessem a ser descobertos indícios que provam que sua pouca inocência neste caso.. Mas enfim, calhou ser um casal britânico em terras Lusitanas a ter imensa influência no Reino Unido.. Cunhas, de uma maneira mais directa..bj Joana Gomes