Hoje parei um pouco para fazer uma pequena reflexão sobre alguns problemas quotidianos. Não me quero meter em politiquices, já que não sou muito disso quando escrevo, mas realmente cada vez mais penso que deveria haver eleições todos os anos. É que se houvesse teríamos um país com uma obra fenomenal. É fantástica a quantidade de obras públicas que vemos desde há uns meses. Os senhores autarcas tendem a consertar a oxidação das canalizações de quatro em quatro anos na esperança de conquistar mais uma meia dúzia de fãs que se possam juntar à sua nobre causa na “(re)candidatura”. Isto não pretende ser uma crítica mas sim uma chamada de atenção! Para quem é eleito, a boa obra que faz durante os quatro anos é a sua verdadeira campanha! Não podemos “levantar o esplendor de Portugal” com obras baseadas na mediocridade e no cinismo da política. A política devia ser um sistema justo onde realmente o proveito próprio não fosse o objectivo. Não quero com política justa falar duma política que se baseie só e apenas num sistema com leis específicas e completamente absolutas. Em diversas áreas como a segurança social, por exemplo, o ensino, e outras, existem casos muito específicos que não há leis gerais que possam resolver o caso duma maneira realmente justa. É também verdade que um sistema que não se baseie em regras absolutas é também um sistema muito complicado e considerado inviável de praticar, visto que estamos a falar de democracia. É realmente um problema a debater e a pensar.
Outra coisa que também devia ser considerada é o facto do nosso baixo nível de exportação nos limitar o nosso poder para sairmos da tão falada crise. Mesmo que Portugal esteja realmente a mostrar alguns sinais de regeneração e de melhoria, esta melhoria é também limitada. Se nós importamos mais do que exportamos quer dizer que temos uma nítida necessidade de “encosto” ao estrangeiro. Isto cria uma reacção em cadeia. Se os países de quem “dependemos” não superarem a crise como é que nós vamos supera-la? Como é que um país estrangeiro em crise pode exportar a preços baixos se está em crise? Não pode! E isso para nós é um problema. E outro problema é o facto de estarmos na união europeia. Enquanto país que exporta produtos não deveríamos aplicar o mesmo preço de exportação a um país mais rico do que nós e um país mais pobre do que nós. Claro que isto é também um problema quando falamos da nossa importação. Estamos na união europeia, portanto, se estivermos a importar um produto francês ele será importado ao mesmo custo para nós e para a Espanha que tem um maior poder de compra. Claro que os países com menor poder de compra não desenvolvem, visto que essa dita “igualdade” não induz a produção em quantidades astronómicas que façam explodir o PIB. Esta igualdade económica é na realidade uma desigualdade e temos de arranjar forma de contornar esta situação se queremos viver num país livre de problemas financeiros em todas as classes sociais.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário